terça-feira, 1 de abril de 2014

Supervulcão Yellowstone registra o maior terremoto em 34 anos

Um terremoto de 4.8 magnitudes foi registrado neste domingo na região da Caldeira deYellowstone, onde se localiza um dos mais críticos vulcões de todo o planeta. O evento é o maior dos últimos anos e trouxe à mente a possibilidade de uma possível erupção catastrófica.


O tremor ocorreu às 09h34 de domingo pelo horário de Brasília (12h39 UTC) e teve seu epicentro localizado a 6 km ao norte-nordeste da Bacia de Norris Geyser, noYellowstone National Park, situado no estado de Wyoming, EUA.

Este evento é parte de uma sequência de sismos iniciada no dia 27 de março e que até o momento já contabiliza 25 tremores, um deles de 3.2 magnitudes detectado na mesma região da caldeira. De acordo com o USGS, Instituto de Pesquisas Geológicas dos EUA, o tremor de 4.8 foi sentido em diversas cidades próximas e também no Estado de Montana.

O Yellowstone é um dos mais monitorados vulcões em todo o mundo e sua possível erupção poderia provocar efeitos globais catastróficos e de longa duração, incluindo mudanças na climatologia global com potencial de extinção em massa de plantas e animais.

A região onde se localiza o vulcão registra atividade sísmica moderada e com bastante regularidade e soma centenas de abalos a cada ano. O mais violento deles ocorreu em 1959 e atingiu 7.5 magnitudes.

Sua cratera tem 90 km de comprimento por 40 km de largura e foi criada por uma explosão vulcânica há 642 mil anos. Entre julho de 2004 e dezembro de 2006 se ergueu 18 cm e segundo os pesquisadores atualmente cresce cerca de 7 cm ao ano.

Crescimento Rápido
Em trabalho publicado pela revista Science em 2007, vulcanólogos estadunidenses constataram que o ritmo de elevação da montanha vem sendo bem mais rápido do que o observado desde 1923 até os anos recentes. Uma das hipóteses para o crescimento de sua cratera seria a recarga da câmara de magma gigante situada abaixo da caldeira, constituída de rochas fundidas e de matéria sólida, além da pressão mais elevada dos fluidos hidrotérmicos.

Em relatório publicado em 3 de março de 2014, o Observatório do Vulcão Yellowstone, YVO, havia informado que a sismicidade elevada na região de crescimento já estava ocorrendo há alguns meses e que uma elevação da montanha observada entre 1996 e 2003 também gerou períodos de sismicidade elevada.

Supervulcão
A câmara de magma de Yellowstone se localiza em profundidade de entre 8 e 16 km, alimentada por um "ponto quente" localizado a mais de 600 km de profundidade. Essa concentração local de calor serve de fonte à produção de rochas. Elas são mais leves que o material circundante e sobem à superfície perfurando a crosta terrestre, como uma espécie de maçarico.


O supervulcão de Yellowstone teve no passado erupções gigantes, há 2 milhões de anos, 1,3 milhão de anos e 642 mil anos. As atividades foram centenas de vezes mais fortes e devastadoras que a erupção do Monte Santa Helena, em 1980.

terça-feira, 25 de março de 2014

Cometa se aproxima da Terra junto de intensa chuva de meteoros 

A cada dia, 209P/Linear está mais perto. Durante a aproximação, diversas esteiras de poeiras deixadas por ele no passado se chocarão contra a Terra provocando uma das maiores chuvas de meteoros já observada. Desde 1983 um cometa não chegava tão perto do nosso planeta.



209P/LINEAR foi descoberto em fevereiro de 2004 através de um telescópio de 1 metro pertencente ao Lincoln Near-Earth Asteroid Research.
Sua orbita é inclinada em 21 graus e completa uma volta ao redor do Sol a cada 5.4 anos.

Sua órbita é tão elíptica que quando está no afélio (ponto mais distante do Sol) chega a mais de 750 milhões de km do astro-rei, mas quando se aproxima do periélio (menor distância do Sol) não passa de 136 milhões de km, invadindo as orbitas dos planetas interiores do Sistema Solar.

A última vez que 209P/LINEAR passou nas vizinhanças da Terra foi em 10 de abril de 2009 e chegou a 38 milhões de km do planeta, mas agora essa distância será bem menor.

Atualmente, 209P/LINEAR está a 83 milhões de km de distância e durante a aproximação máxima, em 29 de maio de 2014, chegará a apenas 8.5 milhões de quilômetros da Terra, a menor distância que um objeto desse tipo já chegou nos últimos 31 anos, quando IRAS-Araki-Alcock (C/1983 H1) fez um rasante a 4.6 milhões de km da superfície.

Chuva de meteoros
Embora a distância da menor aproximação seja pequena, 209P/LINEAR não será facilmente visível. Estima-se que sua magnitude aparente não será inferior a 11, o que significa que somente com auxílio de instrumentos poderá ser visto durante a madrugada.

O que chama a atenção desse cometa, no entanto, não é a menor distância que chegará da Terra e sim uma coincidência orbital.


Os cálculos mostram que durante o mês de maio, todas as partículas deixadas pelo cometa entre 1803 até 1924 cruzarão a orbita da Terra. De acordo com os pesquisadores Esko Lyytinen e Peter Jenniskens, isso causará uma forte chuva de meteoros visível na constelação da Girafa, com taxa estimada entre 100 e 400 meteoros por hora.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Vida extraterrestre deve ser encontrada nos próximos 25 anos 


As pesquisas por busca de vida extraterrestre estão focadas principalmente na detecção de emissões eletromagnéticas geradas por possíveis civilizações inteligentes, mas outros métodos também estão sendo empregados e podem apresentar resultados em breve.



De acordo com o cientista Seth Shostak, diretor do instituto SETI de pesquisas por inteligência extraterrestre, ao invés de observar diversos milhares de sistemas estelares distantes, os estudos estarão focados em apenas um seleto grupo de 1 milhão de estrelas situados a menos de 25 anos-luz de distância.

Para Shostak, até 2040 os astrônomos deverão ter escaneado quantidade suficiente de sistemas estelares, apontando com grande clareza em qual deles há registro de emissões eletromagnéticas não naturais. Segundo o pesquisador, 1 milhão de sistemas é estatisticamente o número correto para encontrar algum tipo sinal produzido por alguma civilização.

"Eu acho que dentro de 20 anos nós vamos encontrar vida extraterrestre usando esses tipos de experimento", disse o cientista durante simpósio o NASA Innovative Advanced Concepts, NIAC, realizado na Universidade de Stanford.

O otimismo de Shostak é baseado em parte nas observações feitas pelo telescópio espacial Kepler, da NASA, que mostrou que a Via Láctea provavelmente está repleta de mundos capazes de suportar a vida como a conhecemos.

As estatísticas mostram que uma em cada cinco estrelas abriga pelo menos um planeta onda a vida possa surgir, o que segundo o pesquisador é uma porcentagem fantasticamente grande. "Isso significa que na nossa galáxia há dezenas de bilhões de mundos semelhantes ao nosso", explicou.


Shostak e seus colegas acreditam que alguns desses mundos abrigam vidas inteligentes, que desenvolveram a capacidade de enviar sinais eletromagnéticos para o cosmos da mesma maneira como a civilização humana o faz a cada segundo. "Acreditamos que eles também estão apontando grandes antenas de rádio para o céu na esperança de detectar algum sinal produzido por outros seres vivos" e é nisso que estamos trabalhando.

Este tipo de pesquisa teve início em 1960, quando o pioneiro astrônomo Frank Drake escaneou duas estrelas similares ao Sol através de uma enorme antena parabólica de 26 metros. Ao longo do tempo, a quantidade de radiotelescópios apontados para o céu aumentou consideravelmente, além de terem ocorrido avanços significativos em eletrônica e na tecnologia digital.


Outras linhas de pesquisa
A busca por vida alienígena não se concentra apenas em sociedades tecnológicas. Muitos cientistas estão trabalhando na possibilidade de vidas simples, que devem estar distribuídas de modo mais amplo e comum em todo o universo.

A primeira evidência de vida microbiana na Terra, por exemplo, data de 3,8 bilhões de anos, apenas 700 milhões de anos após o nosso planeta se formar. No entanto, foram necessários mais 1,7 bilhão anos para a vida multicelular evoluir. Os seres humanos não surgiram até 200 mil anos atrás e apenas no século passado nos tornamos uma espécie verdadeiramente tecnológica.

Atualmente, a caçada por vida alienígena ocorre em três vias. De um lado temos os competidores que procuram civilizações inteligentes avançadas. Do outro lado temos cientistas que vasculham os corpos do sistema solar, como Marte e a lua Europa de Júpiter, em busca de organismos simples. Por fim, temos os pesquisadores com foco na busca de sinais de vida microbiana em exoplanetas próximos. Esses usarão instrumentos extremamente poderosos, como o futuro telescópio espacial James Webb, da NASA, programado para lançamento em 2018.


Para Shostak, todas as três abordagens podem dar frutos nas próximas décadas e qualquer uma delas poderá revelar grandes surpresas já nos próximos 20 anos.